Um morto em incêndio num prédio em Lisboa

Uma pessoa morreu, esta quinta-feira, na sequência de um incêndio num 3.º andar de um edifício na Avenida do Uruguai, em Lisboa Fonte do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa adiantou que o alerta para o incêndio no número 36 da Avenida do Uruguai foi dado às 7.45 horas.

Califórnia liberta homem que esteve preso 39 anos por crime que não cometeu

O governador da Califórnia, Jerry Brown, indultou na quarta-feira um homem de 70 anos, que passou 39 na prisão após ter sido condenado por homicídios que as autoridades norte-americanas acreditam agora que não cometeu. Craig Coley, o septuagenário a quem foi concedido indulto, foi colocado em liberdade no mesmo dia. Craig Coley cumpria uma pena de prisão perpétua pelo homicídio, em 1978, da sua ex-noiva Rhonda Wicht, de 24 anos, e do filho dela, Donald, de quatro anos, em Simi Valley, na Califórnia, apesar de se ter declarado sempre inocente. O governador da Califórnia afirmou, ao anunciar o perdão, que ordenou a revisão do caso há já dois anos.

A promessa do Olympiacos: "Vamos dificultar a vida à Juventus"

Diogo Figueiras, português do Olympiacos, acredita que o Sporting vai vencer a Barcelona e espera dar uma ajuda na receção à Juventus. O Sporting venceu o Olympiacos por 3-1 e parte para a última jornada da Liga dos Campeões com hipóteses de marcar presença nos oitavos de final da competição. Para isso, terá de vencer em Camp Nou e esperar que o Olymiacos roube pontos à Juventus. E no campeão grego até há quem prometa tudo fazer para que tal aconteça.

A melhor casa da época na visita do FC Porto

Receção ao FC Porto deverá provocar a melhor casa da época. Recorde é de 5462 espectadores. O Estádio do Aves deverá registar a melhor casa da temporada, na receção de sábado ao FC Porto. Depois dos 5462 espectadores da primeira jornada, contra o Sporting, e dos 5450 do jogo com o Benfica, a liderança dos dragões conjugada com a retoma dos avenses irá, muito provavelmente, fazer crescer estes números.

Agências de viagens criam site para ajudar reconstrução do Centro como destino turístico

A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo criou e custeou um `site` sobre o turismo do Centro para ajudar à reconstrução daquele destino turístico afetado pelos incêndios, anunciou o seu presidente.

Uma viagem ao México com a magia musical da Disney

Estreia hoje uma bela surpresa vinda dos estúdios Disney/Pixar. "Coco" é uma animação que recupera a qualidade dos clássicos. Não se estava à espera disto. Coco surgiu na paisagem das mais recentes produções da Disney/Pixar, e no próprio contexto geral do cinema de animação do ano, como um surpreendente bálsamo, em tempos de fraca colheita. Já era altura dos estúdios recuperarem alguma inspiração, depois da pouco entusiasmante sequela de Carros...

Congresso das agências de viagens ajuda Macau a tornar-se centro mundial de turismo

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura do Governo da Região Administrativa Especial de Macau considera que o Congresso da APAVT na cidade ajuda ao desígnio do Governo Central de transformar a Região num centro mundial de turismo e lazer.

Mónica Mendes antevê dificuldades com Itália e espera Moldova mais acessível

A defesa portuguesa de seleção feminina de futebol Mónica Mendes admitiu hoje que espera um jogo complicado frente à Itália e uma partida mais acessível diante da Moldova, o duplo compromisso da fase de qualificação do Mundial2019.

Retrospetiva Abel Ferrara: travessia no inferno («Bad Lieutenant», 1992)

Certos elementos do universo de Ferrara unem-se para uma jornada apoteótica em busca de redenção. Em algum momento a falência de qualquer limite moral transforma-se numa busca desesperada de referências. Salvação rima com religião; mas a remissão através do espírito, a ser possível, só o é depois de uma longa travessia no inferno. O “lieutenant” sem nome do título (Harvey Keitel) começa a sua trajetória com uma aposta: como se não tivesse nada a perder, arrisca nos jogos da final do campeonato de basebol. Não é que ele corra riscos sem utilizar uma base “científica”: “A série tem de durar sete jogos. Sabes quanto se gastou em publicidade, o dinheiro que ganham as televisões em anúncios, os patrocínios para os jogadores? Há muitos interesses nisto”. O espectador vai acompanhar as oscilações da sua sorte ao longo de todo o filme. Num enredo fragmentado como as ações do protagonista, será essa, eventualmente, a “storyline” detetável. Além do jogo a quantias irresponsáveis há drogas – de todos os tipos, para fumar, para “snifar”, para injetar. Não há moralidade ou sentimentalismo mas antes um tipo de adição que se metamorfoseia num facto do quotidiano. Ele  droga-se porque sim. Com a autodestruição sabe ele lidar – aconselhado até por um traficante que o crack. pode matá-lo. Resposta óbvia: “Agora dás conselhos, é? Mas que raio de comerciante és tu?” Mas o “mau tenente” vai muito além dos limites da responsabilidade por si e pela sua família negligenciada. A apresentação das suas credenciais passa por extorsão (a dois assaltantes apanhados em flagrante), uma longa e deliberadamente repugnante sequência de assédio a duas adolescentes e roubo de drogas de um cadáver. Como faz Ferrara para manter no limite da simpatia do espectador um personagem execrável como este é quase um mistério. Além dos dealers, junkies e homicidas do costume há freiras. Sempre existiram nos seus filmes, mas aqui passam de ícone metafórico para protagonistas – primeiro como a vítima da profanação suprema: a violação de uma delas (Frankie Thorn) dentro da igreja. Segundo o laudo médico, com lacerações acrescidas pelo uso de um crucifixo. Os diálogos são duros: um policial propõe uma recompensa de 50 mil dólares pela captura dos criminosos. O “lieutenant” fuzila: “Deixa isso para a Igreja Católica. Há violações todos os dias. Não há que pagar 50 mil dólares porque estas miúdas andam vestidas de pinguim”. E, certamente, “a igreja é uma máfia”. Curiosamente, quando a sua “sorte” parece começar a mudar ele diz que “não tem medo de nada porque foi abençoado. Sou a porra de um católico!”. As religiões ocidentais (católicas, protestantes, calvinistas) tenderam sempre a massacrar o homem perante Deus. Ferrara propõe através de uma adicta (Zoe Lund, coautora do argumento), num momento filosófico à base de heroína, que humanos são como vampiros “obrigados a consumir-se até que não reste mais nada além do apetite”. Por fim, o argumento troca as voltas ao protagonista e ao espectador após conceder-lhe um justificável desejo de vingança pelo que fizeram à freira. Ele diz-lhe: “Como consegue perdoar estes canalhas? Eles queimaram cigarros sobre si. Acorde para a realidade!”. Resposta: “Aqueles tristes e revoltados rapazes vieram ter comigo como os necessitados. E como a maioria dos necessitados, foram mal-educados. Como todos os necessitados, eles tiraram. Jesus transformou a água em vinho. Eu devo transformar o sémen amargo em esperma fértil. O ódio em amor. E, quem sabe, assim salvar as suas almas.” Estão concedidas ao mau tenente (e ao espectador…) todas as possibilidades para um renascimento – nem que seja enquanto mártir.

Mónica Mendes antevê dificuldades com Itália e espera Moldova mais acessível

A defesa portuguesa de seleção feminina de futebol Mónica Mendes admitiu hoje que espera um jogo complicado frente à Itália e uma partida mais acessível diante da Moldova, o duplo compromisso da fase de qualificação do Mundial2019.

08h00 - Edição de Nuno Rodrigues

"O pior dia do ano" Foi considerado o “pior dia do ano” em termos de fogos florestais, com a Proteção Civil a registar 443 ocorrências. Morreram 45 pessoas. Perto de 70 ficaram feridas. Passou um mês desde o 15 de outubro.

Gulbenkian lidera ranking de património das fundações

A Fundação Calouste Gulbenkian lidera um `ranking` que avalia o património das fundações portuguesas, com 2,88 mil milhões de euros, enquanto a primeira posição no investimento pertence à Bissaya Barreto, com cerca de 20 milhões de euros.

RB Salzburgo: dinheiro gerou protestos, mas depois deu-lhes asas

O Vitória vai defrontar uma equipa que tem um orçamento de 45,7 milhões de euros e que nos últimos anos tem reinado sem oposição na Áustria. Sete campeonatos ganhos desde a entrada da Red Bull.

Ordem dos Médicos diz que tempo das consultas é "relativamente curto"

A Ordem dos Médicos considera que 15 minutos de consulta nos centros de saúde é um tempo "relativamente curto" nas atuais condições e circunstâncias de trabalho dos médicos de família.

Tamás Érdi dedica a vida ao piano, algo que nunca viu

O pianista húngaro, cego, atua hoje num concerto para apoiar as Aldeias de Crianças SOS, na embaixada da Hungria Era uma criança de três ou quatro anos, cega, quando descobriu o piano do bisavô na casa de fim de semana da família. A primeira obra que tocou foi A Marselhesa, com um só dedo. Ainda em miúdo, experimentou outros instrumentos, mas era preciso carregar todos eles às costas: "O piano já está sempre na sala", diz bem-disposto. Tamás Érdi é o pianista húngaro que hoje tocará às 18.30 na embaixada da Hungria em Lisboa, num concerto solidário que reverterá a a favor da associação Aldeias de Crianças SOS Portugal. Pianista e cego, como Ray Charles, Nobuyuki Tsujii, ou Moondog, Tamás, que cegou quando era recém-nascido, nunca viu o instrumento a que dedica "cinco a seis horas por dia".

Campanha do Benfica surpreende até o CSKA

Mário Fernandes admite surpresa pelos zero pontos das águias, até pela tradição e plantel da turma encarnada. Os zero pontos do Benfica em cinco jogos na Liga dos Campeões causam sensação até no CSKA Moscovo, como reconheceu Mário Fernandes. "Ninguém esperava que o Benfica tivesse nesta altura zero pontos, sobretudo olhando à sua tradição e aos seus jogadores", confessou o camisola 2 do CSKA, explicando a razão do poderio da equipa da casa: "Tínhamos de ganhar e fizemos o nosso trabalho. Impusemo-nos em campo e conquistámos os três pontos." "Era o jogo mais importante da época, se não ganhássemos, deixávamos a luta em aberto", acrescentou, congratulando-se pelo facto de a Liga Europa estar assegurada.

Shakira e Piqué em discussão acesa em restaurante

Os rumores de uma crise no casamento de sete anos de Shakira e Piqué ganham cada vez mais força. Agora, a revista espanhola ‘Cuore’ descreve uma discussão acesa entre o casal, num restaurante em Barcelona, à frente dos dois filhos, Milan, de quatro anos, e Sasha, de dois. Clique na imagem para saber mais

Pedro Cabeleira: «nós acabamos sempre por filmar o que nos apaixona»

Foto.: Mafalda Martins. O verão de 2017 faz-se danado! E é com orgulho que a primeira longa-metragem de Pedro Cabeleira tem a sua estreia mundial num dos mais prestigiados festivais de cinema da Europa, Locarno, sob o signo da secção Cineastas do Presente. É uma obra estival que não respira a brisa marítima, mas inspira com tamanha euforia a noite que se abre envolvendo-nos como um só organismo. Mais do que um retrato de uma juventude perdida num extenso limbo, mais do que a frustração destes seres incapazes de alcançarem os seus respetivos estados adultos, mais do que uma fustigada moldura dos "rapazes da noite", Verão Danado é um filme para descobrir sobre o que nos mantêm jovens e essa ilusão de eterna juventude, embebida como se não houvesse amanhã. O C7nema teve o prazer de falar com Pedro Cabeleira, realizador de um projeto que coloca em cheque não só a sua carreira ainda "verde", mas a de uma produtora nos seus primeiros passos e de uma distribuição em plena grande aposta. Para começar, como se sente pelo facto de ter uma primeira obra a estrear num Festival de nome como o de Locarno? É uma sensação prestigiada, uma experiência nova e, talvez, uma aventura. Até porque nunca estive num festival destes. Mas vou sem grandes expectativas, o meu objetivo, para além de ser o de apresentar o meu filme, é sobretudo descontrair, uma recompensa por estes anos de trabalho na longa-metragem. É bem verdade que esta ida a Locarno traga alguma atenção ao meu filme porque possivelmente mais pessoas o verão, mais se interessarão e outra parcela quererá descobrir o que é isto e integrar tais sensações. Acredito que o papel mais importante dos festivais é levar estas pessoas interessadas em Cinema a descobrirem novas paixões, fazer com que os filmes sejam falados e reconhecidos. Mas para além de si e da sua carreira, Verão Danado será sobretudo importante para a vosssa produtora Videolotion e assim para a distribuidora FILMIN, que aposta numa estreia em sala. Verão Danado representa os "primeiros passos". Vai ser o nosso primeiro filme, contudo, em termos institucionais não é bem nosso, é da OPTEC e a Videolotion funciona como uma produtora associada. O Verão Danado foi produzido no seio desta produtora, portanto, vai ser um passo importante para nos dar a conhecer ao mundo e tornar possível que novos projetos adquiram instantaneamente força. Quanto à Filmin, será sobretudo uma experiência, visto ser a primeira vez que estrearão um dos seus projetos em sala. Há muito em jogo neste lançamento? Sim, mas se correr mal este lançamento, ninguém morre, mesmo que para a FILMIN seja crucial resultar. É muito importante que estas plataformas de VOD não estejam em rutura com as salas de cinema, mas sim existir uma espécie de sinergia. Tal como a Amazon que, ao contrário da Netflix, lança os seus projetos em sala. A FILMIN obtém uma posição saudável enquanto plataforma VOD. Efetivamente apoiam o Cinema enquanto formato. Existem filmes que devem ser vistos em grande tela. No nosso caso, nós concebemos o Verão Danado a pensar na sua projeção numa sala de cinema e não num ecrã de computador. Desde o visual até ao som, tentamos concretizar uma experiência mais imersiva que o assistir num computador, rodeado por infinitas distrações. No geral, o Cinema e o VOD são formatos diferentes e por isso, contraem linguagens divergentes. Para a FILMIN, este filme tem que correr bem para que a distribuidora possa continuar a lançar as suas apostas em grande sala e restringir o VOD ao pós-lançamento, uma espécie de proteção às estreias cinematográficas. Sim, em relação a esse pensar no grande ecrã, em Verão Danado é evidente esse trabalho sensorial. Apostou muito, sobretudo, na atmosfera do filme. Quando estava a pensar no filme e a construir a ideia, uma das perguntas que sempre colocava era qual a validade disto em grande. Existe sempre uma sensação oposta de ver um grande plano num grande ecrã e um grande plano num pequeno. O Cinema é um formato muito especifico, dá-te a oportunidade de explorares coisas que, por exemplo, em vídeo não são possíveis. Quando estava a filmar Verão Danado, refletia constantemente na sensação de que determinada cena ficaria em grande. Houve uma tentativa de distanciar este filme doutro formato, por isso requisitou-se um cuidado especial com as sequências de "festas", porque eram sobretudo estas cenas que imaginava serem importantes a níveis imersivos para a experiência do filme, apesar de todo ele ter sido pensado para o grande ecrã. A sala de cinema é uma espécie de aquário.  Foto.: Mafalda Martins. Mesmo que a tela seja a barreira física, o nosso espírito é absorvido para esse meio, tudo graças a esse efeito-aquário do Cinema e do som que ecoa por toda a sala, literalmente, a envolver-nos. Depois, o filme aposta em sensações muito primárias, relembro a festa em que o nosso protagonista experimenta MD pela primeira vez. A festa torna-se assim, algo quase equiparado a uma orgia, e nesse tempo, o fascínio pelas luzes, pelo psicadélico, pela construção de uma atmosfera, adereça-nos. Isso foi pensado para servir igualmente de uma experiência coletiva para com os espectadores, emocionalmente da mesma maneira que as personagens da tela. Mas é verdade que o filme arranca com um retrato rural, quase como um engodo. O Pedro tentou enganar o espetador dando-lhe a sensação de “eis mais um retrato da nossa portugalidade” para depois passar a um jogo de estéticas de um mundo marginalmente festeiro e jovial. Em relação ao início do filme, aqueles são na realidade os meus avós e a minha terra natal. Portanto nós acabamos sempre por filmar o que nos apaixona. E eu sou uma pessoa apaixonada pelos meus avós, assim como também sou apaixonado pelo sitio donde vim, do sítio donde cresci e isso para mim faz parte do meu imaginário como realizador. Assim como o cinema é uma oportunidade de mostrar ao mundo aquilo que te fascina, o que te faz apaixonar. Outra vertente deste começo no rural para depois a ação deslocar-se para Lisboa, foi obtida para conseguir especificar a perspetiva do filme. A perspetiva de quem é de fora da capital, alguém "marginal" que integra esse quotidiano lisboeta. É um contraste de culturas, e o nosso protagonista encontra em Lisboa todo um rol de experiências novas, que não eram possíveis na sua terra natal. Nesse sentido, o filme consegue criar uma empatia com muitos que passaram, ou que passam pelo mesmo, gente de fora que chega a Lisboa e que se depara com uma dinâmica diferente, uma energia não sentida anteriormente, um meio underground, a multiculturalidade, uma descoberta. Criei o Verão Danado como uma escadaria ao apogeu folião de Lisboa. Arrancamos na ruralidade, para a seguir penetrar num mero jogo de football a decorrer na Mouraria. Até dar-mos com uma sucessão de festas, festas e festas, um novo mundo que se abre gradualmente e nos prende a esse magnetismo. Mas no meio desses festejos e trips, tenta expor um pouco a situação de muitos, mas muitos jovens de hoje. A vida pós-licenciatura, a dificuldade de não conseguir um emprego à imagem daquilo que passou anos e anos a estudar. Existe uma certa frustração entrelinhas neste filme celebrativo? Sim, diria que o filme tem um lado de frustração. O dos jovens recém-licenciados não conseguirem arranjar trabalho pelo qual estudaram anos a fio, e por um lado esse problema que advêm da pressão que os pais cometem para que os seus filhos sejam, sobretudo, licenciados. Existe uma ideia de credibilidade numa licenciatura, como um papel que garanta ofícios, e os pais acreditam solenemente nisso e por isso temos imensos jovens a tirarem cursos, mais para poderem satisfazer as inseguranças dos seus progenitores do que propriamente pelas respetivas necessidades. Muitos deles são iludidos com essa ideia e chegam a Lisboa, por exemplo, forçados a tirarem esses cursos, o que motiva, durante o seu processo, um desinteresse e uma referida frustração no pós, quando estes se apercebem do quão difícil é de arranjar trabalho. Mas eu não queria verdadeiramente focar isso, não pretendia um filme moralista de jovens martirológicos que não conseguem emprego e que porventura "bateriam com a cabeça nas paredes". Quis sobretudo pegar nesse conceito e retirar esses lados morais, e substituí-los por um certo desleixo hedonista. Quis filmar jovens a divertirem-se, sem pensar no amanhã, evitar aquele rótulo de "geração à rasca" e de coitadinhos, até porque nunca iria tratar os meus personagens, de que tanto gosto, como "coitadinhos". Soa como uma filosofia superficial, mas tendo em encontrar nessa superficialidade algo mais profundo, com base em sensações e experimentações primárias. De certa forma, vejo todo este mundo profissional e esta constante despreocupação dos jovens em não conseguirem arranjar um emprego enquadrado nos seus estudos, não como uma coisa alarmante, mas como um pedaço das suas jovialidades. Encaro todo este conceito como um descendente daquela temática do Vasco Santana e as suas tias em A Canção de Lisboa. É verdade que esta produção obteve um orçamento quase inexistente, e foi graças a essas limitações que Verão Danado tornou-se um filme mais instintivo do que subjugado a um argumento ditatorial, um como o cinema dos irmão Safdie? Quer falar sobre essas atribuições durante a produção e rodagem do filme? Se o filme tivesse um orçamento realista, vamos supor uns 300 mil, mas como a produção só dispôs de mil euros… bem. O que aconteceu verdadeiramente foi o seguinte: depois de terminar o curso sabia perfeitamente que teria algumas ajudas na execução de uma primeira obra, e o dinheiro conseguido como orçamento serviu sobretudo para pagar algumas despesas extras, tais como o transporte, a alimentação dos atores, etc. Verão Danado foi ajudado em muitas outras formas, não a nível monetário, ou seja, tudo foi concretizado muito a nível de favores até porque os atores não estavam a ser pagos, o material foi a escola que emprestou, os décores também foram todos emprestados, a câmara pertencia a um amigo meu, basicamente foi tudo favores atrás de favores. Quando sabes que estás a trabalhar sobre estes métodos de produção, tens que estar de mente aberta para saberes que te vais deparar com algumas fragilidades, ou seja, por qualquer momento há um décor que não pode ser filmado, um amigo que afinal não pode emprestar o material, ou um ator que à última hora não pôde aparecer. Não podíamos ter um argumento fechado, porque se tivéssemos, a produção seria uma ruína devido a estes contratempos e bloqueios. O filme tinha essa abertura, que facilmente nos levaria a  resolver essas fragilidades através de soluções criativas. E ao ter um filme assim, tínhamos espaço para sermos espontâneos, para improvisarmos, e eu ouvia os atores e o resto da equipa, estava perfeitamente ciente de qualquer mudança, ou ideia, porque acima de tudo queria realizar um filme com que as personagens dessem a entender que habitavam e coabitavam em Lisboa. Isso também só poderia ser possível tendo um elenco jovem. Mas apesar da experiência, eu não voltaria a trabalhar nestes moldes, também desejo uma produção mais contida [risos]. Em relação a influências? Houve quem apontasse veias de Gaspar Noé no seu trabalho. Influências diretas não tive. Quando fiz este filme, tentei desligar-me de tudo o poderia soar a influências, e tentei filmar como um amador, até porque não queria começar a minha carreira com vícios de enquadramentos. Queria acima de tudo filmar sem uma planificação formal. Era importante para mim desviar-me do academismo escolar, daquela linha estética, posso gostar ou não, mas queria ter a certeza que ao filmar deste jeito, quase amador, poderia surgir dali o verdadeiro "eu", aquilo que realmente sou enquanto realizador. Estava disposto a conhecer esse meu lado criativo. Poderá ter saído algum ou outro lado muito semelhante a Gaspar Noé, nada contra, até gosto dele enquanto realizador, mas no meu subconsciente poderá ter sido possível, até porque ele trabalha muito bem esse ambiente de festa, essa atmosfera no qual tentei trazer para o filme. Mas no geral não queria utilizar referências, queria uma forma pura, e quando estás a filmar como um amador estás a descobrir-te. Poderia ter saído mal, mas eram essas as minhas pretensões. Filmas isso e filmas em excesso e é então que na sala de montagem inicias a tua autodescoberta e deparas-te com o realizador dentro de ti. E este filme foi isso, a minha descoberta. Em relação às influências, conscientemente não usei nenhuma cinematográfica, mas utilizei referências literárias que eram o David Foster Wallace e o Pincher. Estes escritores usavam um leque variadíssimo de personagens, imensos gags, faziam espécies de comédias de costumes ao mesmo tempo que possuíam uma veia hiper-realista. David Foster Wallace por exemplo, falava do quotidiano de forma bela, e eu seguindo os seus passos, queria abordar com beleza o contemporâneo que hoje em cinema, é quase escasso. Tentei atribuir um lado estético a esta Lisboa, mantendo-me fora do cartaz turístico. Queria embelezar este quotidiano, estes seus personagens fúteis. Tal como o Foster Wallace e Pincher, tentei abordar esta comunidade, porém, não me sujeitando ao papel de crítico, ao invés disso, honrando-a. Outra pretensão minha era a de criar um filme coral, não restringindo o filme a um punhado de personagens. É por isso que temos o Chico, que é um protagonista que não se impõe, que se deixa absorver pelos outros, pelo seu redor, por esta minha Lisboa. No fundo este seu redor acaba por tirar-lhe o protagonismo e atribuir ao filme um lado muito geracional. Mas a minha intenção não era fazer um retrato geracional, não era fazer um filme sobre a minha geração, era esse sentido coral que queria, e talvez esse efeito tocasse em inúmeros pontos que o transformariam num retrato dessa natureza. Em relação a estas novas polémicas do ICA, o qual tem sido apontado como um impasse para muitos jovens realizadores. O que tem a declarar sobre o assunto? Relativamente ao ICA, isso é uma conversa com panos para mangas e não vou tomar nenhuma posição politica até porque este filme contou com financiamento do mesmo. O que posso dizer sobre o ICA é que o apoio à finalização foi crucial para conseguir acabar o filme. E em relação a esses tipos de apoio, julgo serem dos apoios mais justos, porque simplesmente não ligam a currículos, nem nada que apareça. Ou seja, o meu currículo não estava a ser avaliado, apenas o meu projeto, etc. Acontece é que o ICA sempre será um sistema falacioso, por mais que se tente lutar contra ou alterar as suas normas, as regras, as alinhas, ou o que quer que seja. O ICA será sempre e continuará a ser esse sistema falacioso. Percebo perfeitamente que não são apenas os mais jovens a fazerem filmes, os mais velhos também fazem e todos querem fazer, e todos eles precisam de dinheiro para o fazerem. O que acontece é que se eu mudar alguma regra do ICA estarei sempre a puxar a “brasa à minha sardinha” e isso é  entrar em rutura com alguém que esteja numa diferente posição da minha. E eles tentarão mudar as regras também de forma a “puxar a sua sardinha”, sistematicamente. Se tu alterares uma alinha, estarás sempre a prejudicar alguém de certeza, e a beneficiar outro alguém. Para o bem de todos, tens que jogar esse jogo e sujeitas-te àquilo que o jogo te dá. Por exemplo, existe essa polémica de que não se devia contar os currículos dos produtores e somente os dos realizadores, mas vamos supor que alguém de mais de 60 anos com um número x de filmes, alguns estreados em festivais de nome como Cannes e que fez um n número de espectadores, seja inserido nessa avaliação de currículos de realizador. Logo a média é boa, e eu, sendo um jovem ainda na casa dos 20 com uma longa que vais estrear em Locarno e ainda não tenho nenhum número definido de espectadores, seria benéfico estar associado a um produtor de um currículo extenso. Caso contrário, não cumpriria a devida média. É difícil, porque o ICA está a tentar objetivar coisas subjetivas. Tenta objetivar ideias, atribuir parâmetros para avaliar essas mesmas, quando estas são avaliadas de uma forma subjetiva. As pessoas identificam-se com os filmes de formas diferentes. Claro, o que se discute hoje é a SECA, as escolhas de júris, entre os quais, muitos deles estão ligados a distribuidoras como a NOS, etc. Esta novela da ICA não sairá daqui, e a única solução é procurar alternativas, nem que seja discutir estes assuntos no Parlamento. Mas eu não quero tomar uma posição política, porque hoje em dia vivemos numa aldeia global e existem muitos lados aonde podemos ir buscar financiamento. Para mim a luta do ICA é uma luta muito pequena e sinceramente não é algo que valha a pena. O nosso país é demasiado pequeno para nos concentrarmos neste tipo de conflitos. Para terminar, tem alguns novos projetos? Filmar um filme na minha terra, no Entroncamento, mas não quero abrir muito sobre ele, porque não quero criar expectativas para o caso de não conseguir cumprir o objetivo. Mas pretendo fazer um filme sobre as pessoas que ficaram lá.

Iraque lança derradeira ofensiva no deserto para eliminar Estado Islâmico

Grupo extremista anunciou criação de um califado em 2014 O Iraque lançou hoje no deserto a derradeira operação militar para eliminar os últimos redutos do grupo extremista Estado Islâmico (EI) no país. "O exército, a polícia federal e [as forças paramilitares do] Hachd al-Chaabi começaram, esta manhã, uma vasta operação para 'limpar' a região [desértica] de Al-Jazira, que se estende pelas províncias de Salaheddine, de Ninive e de Al-Anbar", anunciou o general Abdelamir Yarallah, do Comando Conjunto das Operações (JOC), que integra as forças que combatem o EI no Iraque.

Euforia pela Segunda Guerra Mundial

"O Homem do Coração de Ferro" é mais um filme sobre a Segunda Guerra Mundial, tema que está cada vez mais em alta. A Mostra Judaica estreou o ano passado Anthropoid, de Sean Ellis (filme que depois apenas fez o circuito home cinema), o primeiro projeto sobre a operação dos Aliados para matar o Carniceiro de Praga, o nazi Heydrich, o oficial das SS que ajudou os alemães a encetar o começo do extermínio dos judeus. Agora, outro projeto europeu, O Homem do Coração de Ferro, de Cedric Jimenez, produção de base francesa com elenco internacional e a piscar o olho a Hollywood.

Senador russo acusado de fraude fiscal em França

O magnata e senador russo Suleiman Kerimov foi acusado esta quarta-feira em França de fraude fiscal em negócios que poderão ter lesado o estado francês em dezenas de milhões de euros. Dono de uma fortuna que o coloca entre os 30 homens mais ricos da Rússia, Kerimov, de 51 anos, foi detido na segunda-feira em Nice pelas autoridades francesas, sob suspeita de ter fugido ao Fisco na compra de diversas propriedades na região de Cap d’Antibes. O empresário e político russo foi ouvido ao longo dos últimos dois dias e teve de pagar uma fiança de cinco milhões de euros, tendo de submeter-se ao controlo judicial, de acordo com o procurador de Nice, Jean Michel Prêtre.

Patavinos doutoram Manuel Alegre, exemplo perfeito da poesia como arma

A língua portuguesa foi ontem homenageada com a concessão do doutoramento honoris causa a Manuel Alegre pela Universidade de Pádua, onde existe a cátedra com o seu nome para impulsionar o estudo da cultura portuguesa.

Dezoito mulheres assassinadas este ano, número mais baixo dos últimos 14 anos

Dezoito mulheres foram assassinadas e 23 foram vítimas de tentativa de homicídio em 2017, ano que apresenta a taxa mais baixa de incidência dos últimos 14 anos registada pelo Observatório das Mulheres Assassinadas (OMA), segundo dados avançados à Lusa. "É o terceiro ano em que registamos uma diminuição na incidência de femicídio (...) congratulamo-nos com o facto e achamos que é uma evolução muito positiva, mas ainda é muito cedo para falarmos de uma tendência", disse à agência Lusa a directora da área de violência da União de Mulheres Alternativas e Resposta (UMAR), Elisabete Brasil.

Sobre Gauguin e o esplendor do Tahiti

Gaugin, de Edouard Deluc Afinal de contas, nem tudo é digital nos tempos que correm... É bem verdade que, para traçar este retrato de Paul Gauguin (1848-1903), o filme de Edouard Deluc evoca as convulsões do impressionismo e pós-impressionismo num tom académico que não ultrapassa as boas intenções de um telefilme biográfico. Mas não é menos verdade que Deluc, recusando as "facilidades" das imagens virtuais, se empenhou em evocar a odisseia estética e sentimental do pintor em Tahiti através de esplendorosas paisagens naturais que, muito para além da lógica corrente do "bilhete postal", adquirem um fundamental valor dramático na sua narrativa.

A Palma de Ouro escolhida por Almodóvar

O Quadrado, de Ruben Östlund Este ano, no Festival de Cannes, o júri presidido por Pedro Almodóvar achou por bem marginalizar a atualidade perversa do fabuloso Happy End, de Michael Haneke (ao que parece, sem distribuição assegurada em Portugal), distinguido com a Palma de Ouro o superficialismo hábil de O Quadrado. A história mais ou menos rocambolesca do diretor de um museu, em Estocolmo, é tratada como um painel de "sintomas" das crises do nosso mundo mediático, desde o valor público dos objetos artísticos (com contagiante humor) até ao lugar politicamente problemático dos refugiados (resvalando para a facilidade demagógica).

Sob o signo de Guimarães

Crítica a "Centro Histórico", de Aki Kaurismäki, Pedro Costa, Vítor Erice, Manoel de Oliveira. Quatro realizadores, quatro curtas-metragens reunidas na celebração de Guimarães, Capital Europeia da Cultura 2012.

Macacos como nós

Crítica a "O Quadrado", de Ruben Östlund. Ruben Östlund, o cineasta sueco insolente, quis agora fazer um filme "topo de gama" para competir em Cannes e quis, claro, ganhar a Palma. Foi ele próprio quem confessou isso mesmo em Lisboa, durante o Leffest. A atribuição da Palma de Ouro só escandalizou a crítica mais conservadora que prefere os valores seguros dos autores mais respeitados. Östlund tem duas coisas que muitos não perdoam: uma ousadia perigosa e uma vontade de proporcionar prazer ao espetador (ui, que pecado!). Este seu filme sociólogo é sobretudo um divertimento, uma meditação de sorriso aberto sobre como somos tão primatas: na arte, na vida e na cama.

Um dilema geométrico

Crítica a "O Quadrado", de Ruben Östlund. Logo depois de Ruben Östlund ter ganho a Palma de Ouro com este O Quadrado, a cena do homem-macaco que sobe para cima de uma mesa num jantar de gala tornou-se um símbolo. Tanto assim é que, convertida em cartaz, a imagem tem o efeito de um shot: a acidez do contraste entre um corpo bruto e um cenário faustoso. E esta é literalmente a maior atração de um filme que não vai além do jogo de performances, sempre a testar a nossa relação com o inusitado, mas sem provocar grande estranheza... Vindo de um realizador como Östlund, que antes nos deu o brilhante Força Maior, parece apenas uma brincadeira em grande estilo, com uma sofisticação narrativa que, apesar de refletir sobre a sociedade e a arte contemporânea, quase se anula.

Uma fantasia mexicana da Disney

Crítica a "Coco", de Lee Unkrich e Adrian Molina. É uma alegria ver a Disney/Pixar restituir valores fundamentais à sua animação, depois de alguns filmes sem alma... A família, a música, o poder dos sonhos, tudo isto impregna a história de Coco de uma forma, ao mesmo tempo, clássica e original. Acima de tudo, a singularidade do filme está na dimensão cultural: uma viagem colorida e emotiva ao México, a partir da tradição do Dia dos Mortos. É nesse contexto que o protagonista, um menino que deseja ser músico contra a vontade dos familiares, vai dar consigo na fantástica Terra dos Mortos, à procura de uma bênção que realize a sua vontade.

«Top of the Lake» - nova temporada, nova cidade, nova forma

A segunda temporada de Top of the Lake, a mini-série criada para televisão pela mão de Jane Campion (The Piano, Bright Star) deixa a paisagem inóspita da Nova Zelândia da primeira temporada. A história retoma-se na cidade de Sidney, um ambiente urbano sugestivo e adequado à continuação da personagem de Elizabeth Moss (Mad Men, Handmaid’s Tale) na televisão e mais recentemente no cinema com The Square de Ruben Östlund): a Inspectora da Polícia Robin Griffin. Neste segundo fôlego, Campion é mais prosaica, mais ardilosa, jogando mais com os códigos da linguagem televisiva, ao contrário de China Girl ( a primeira temporada) que era mais contempletiva. Acho que se pode dizer que havia mais cinema na 1ª temporada, e que agora temos mais televisão, o que, neste caso, é bom. Por exemplo a relação de Griffin com a colega agente da polícia Miranda Hilmarson (uma fenómenal Gwendoline Christie, conhecida anteriormente pela série Game of Thrones), o que poderia ser uma relação típica de uma qualquer série policial, não o é: duas mulheres, nos antípodas uma em relação à outra, para além da diferença de altura evidente.  Não existe aqui espaço para piadas feministas nem desilusões amorosas, são duas mulheres numa missão, que se vão tolerando, que não cedem a clichés… Jane Campion tout court. É uma série sobre a maternidade, mães que querem ser e não podem, as que são - e assustadas se negam, e as que desesperam. Aparentemente simples, as histórias de Jane Campion giram à volta de mulheres, ainda que muitas vezes subjugadas, violentadas, são também, vulneráveis, mães, nunca caindo no engodo do preconceito de género… no universo de Campion ser mulher não pretende explorar quaisquer dicotomias de género; são acima de tudo as diferenças do ser humano - seja homem ou mulher - que lhe interessam: alguém e a sua relação consigo e com os outros, os seus medos, traumas, desejos sexuais, fantasias. É uma coincidência pura, que sendo Jane uma mulher, as suas personagens principais sejam elas também mulheres. A trama pisca o olho às redes de barrigas de aluguer ilegais, a exploração e objetificação de mulheres asiáticas pela sociedade australiana, um tema recorrente na obra de Campion. São mulheres claramente perdidas entre o país que deixaram e uma sociedade moderna como a australiana, que, por ser moderna, não exporgou ainda os complexos raciais - em particular com a emigração asiática. Para além de uma história que vai prender o espectador comum, o que resiste portanto é a visão dilacerante, tão característica da realizadora, e um olhar clínico sobre esse evento que é tão bonito quanto assustador, tão singelo quanto avassalador: a maternidade, ser mãe hoje, num mundo que continua dominado pelo género masculino, sem apresentar um pingo de comiseração por estas mulheres. É por isto tudo que Top of the Lake fala mais ao espectador habitual de séries de televisão que porventura a primeira temporada: mais hermética, contemplativa, talvez mais poética. Jane Campion prova que é possível fazer-se televisão de excelência sem ceder um milímetro da sua visão muito própria, e só por isso, vale a pena seguir estas personagens que concerteza transcendem qualquer sentido perjurativo que a palavra televisão pudesse carregar.  A primeira temporada de Top of the Lake passou em Portugal na RTP com o nome de As Margens do Paraíso, desconhecendo-se se está na calha a segunda temporada, podem vê-la na BBC.   Carlos Abreu.

Caminhada da Ericeira a Odrinhas passando pela aldeia de Broas

Pelos vales mágicos! A proposta de hoje é uma caminhada linear de 19 km, ao longo do rio Lizandro com início na vila da Ericeira passando pela igreja da Nossa Senhora d’Ó, a aldeia abandonada de Broas e com terminus em Odrinhas.

Bruxelas. Portugal chumba em metade dos indicadores sociais relevantes

Bruxelas diz-se bastante preocupada com desigualdades de rendimentos e com a evolução magra dos salários, mas têm dúvidas na subida do salário mínimo. Comissão Europeia. Bruxelas diz estar bastante preocupada com as desigualdades de rendimentos em Portugal e com a evolução magra dos salários, mas têm dúvidas em relação ao aumento planeado do salário mínimo, por exemplo

Autoeuropa vai contratar um total de 2.500 trabalhadores para o T-Roc

A Autoeuropa deverá contratar um total de 2.500 novos trabalhadores para produzir o seu novo modelo, avança o Diário de Notícias/Dinheiro Vivo esta quinta-feira, 23 de Novembro. Inicialmente a fábrica portuguesa da Volkswagen previu contratar 1.500 novos trabalhadores,

Os três desastres

Encomenda de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, com mote no emprego da tecnologia 3D e um desconcertante alinhamento de cineastas convidados — Greenaway, Edgar Pêra e Godard juntos no mesmo filme é coisa que pouca gente terá imaginado possível algum dia acontecer.

Quatro grandes cineastas foram a Guimarães

É uma pena que a visibilidade de Centro Histórico tenha sido tão discreta durante estes cinco anos: é uma bela colecção de filmes e o seu ponto alto — Pedro Costa — é uma espécie de preâmbulo a Cavalo Dinheiro.

NASA testa pneus inteligentes moldáveis que nunca furam

Os cientistas da agência espacial norte-americana dizem ter reinventado a roda com os novos Spring Tire, desenhados a pensar nos terrenos acidentados de Marte. E de outros planetas com “estradas” idênticas.

Aprender a programar antes de atar os sapatos

Em Portugal, o robô DOC já ensina crianças com três anos a programar. Introduzir a programação computacional cedo tornou-se uma mais-valia que a Comissão Europeia define como a “habilidade do século XXI”.

Raritan Crown Head Parts Diagram

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Já nasceu o filho de Julia Stiles

Julia Stiles e o marido, Preston J. Cook, revelaram esta quarta-feira, dia 22, que foram pais de um menino, o pequeno Strummer Newcomb Cook, que nasceu há um mês. Nas redes sociais, a mãe ‘babada’ partilhou uma fotografia da mão do bebé.

Demi Lovato surpreende fãs ao surgir vestida de noiva

Os fãs de Demi Lovato não ficaram indiferentes à sua recente publicação. A artista decidiu partilhar uma fotografia na conta do Instagram onde surge vestida de noiva, deixando os seus seguidores na dúvida.

Bolo de castanhas e amêndoa

Muito simples e rápido de fazer, este doce sem açúcar com sabor a Outono pode ser consumido até por quem é intolerante ao glúten.  Quem comeu aprovou! Deixo-vos a receita:   500 g de castanhas cozidas. 150 g de amêndoa moída. 60 g de stevia. 1 colher de sopa de óleo de coco. 4 ovos. raspa de 1 Limão. romã (opcional)   Preparação: Pré-aqueça o forno a 180ºC. Coza as castanhas em água com um pouco de sal e erva doce. Descasque-as e reduza-as a um puré grosseiro. Bata as claras em castelo, e reserve. Bata as gemas com a stevia, e adicione o óleo de coco e a raspa de limão. Junte a amêndoa e o puré de castanha. Envolva tudo com as claras batidas em castelo. Unte uma forma de tarte com manteiga e farinha ou use papel vegetal. Deite o preparado leve a cozer ao forno a 180º cerca de 30 m. Retire do forno, desenforme e decore com romã.

Dieta detox de uma semana

Rica Saude. A dieta detox, como sabemos, varia tanto na sua duração, como nos seus planos alimentares. Mas, neste artigo, vamos abordar, a dieta detox de uma semana, onde pode ver os alimentos e ingredientes que irão compor o seu cardápio caseiro durante 7 dias. O tipo mais comum ou, se preferirmos mais popular, de dieta detox é uma dieta baseada em alimentos saudáveis, onde os alimentos em si não são restringidos, mas sim somente determinado tipo de alimentos, nomeadamente os ricos em açúcares, os fritos, comidas processadas, lacticínios, trigo e alimentos contendo glúten. Este tipo de dieta requer também muitos vegetais frescos e.

Toyota Tundra Parts Diagram

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BROWNIE DE AVELÃS

Brownie eu e filhos adoramos. Há muito que não fazia, resolvi o problema e fiz um de avelãs. O filho vinha cá a casa, resolvi logo o problema da sobremesa. Ingredientes: -125 g de manteiga -400 g de chocolate preto (usei Valrhona) -150 g de açúcar (usei amarelo) -1 pitada de sal -4 ovos -3 c. de sopa cheias de farinha Branca de Neve -100 g de avelãs Untei e forrei o fundo de uma forma quadrada com papel vegetal. Derreti em banho-maria a manteiga com o chocolate mexendo sempre. Juntei o açúcar e sal e bati até envolver bem. Juntei os ovos um a um batendo bem entre cada adição. Adicionei a farinha Branca de Neve [uma Marca de Excelência, distinguida com o selo Superbrands] e bati na velocidade máxima durante 1 minuto. Juntei as avelãs (levemente torradas numa frigideira anti-aderente) envolvi na massa. Deitei o preparado na forma e levei ao forno pré-aquecido a 180ºC, cerca de 18 minutos (estar firme mas no centro permaneça húmido. Deixei arrefecer na forma antes de tirar e cortar. Encontram-me no Instagram e Facebook aqui!🙋 • Pestana • LG • Ambar • Cartuxa • Vista Alegre • Branca de Neve • Continente • LIDL • Sport Zone • O Prego da Peixaria • Bom Petisco • EDP • Recer • Revigrés • Médis • Remax • BPI • Millennium BCP • Montepio • American Express • Multibanco • Diário de Noticias• Jornal de Noticias • Público • RFM • RTP • TSF • Renascença • OPEL • Mercedes •Sapo • Sport Lisboa e Benfica • Sporting Clube de Portugal

Decoração: Amor pelos objetos

A fim de responder às expectativas dos clientes, esta dupla apaixonada por objetos viaja frequentemente, descobrindo pela estrada mobiliário de qualidade com uma história para contar e numa faixa tão alargada no tempo como aquela que se encontra entre os anos 30 do século passado e o design contemporâneo. Falamos de Philippe Thélin e Thierry Gonzal, dois profissionais franceses do mundo da decoração conhecidos por saberem combinar, sem reservas, diferentes estilos, entre objetos e mobiliário diversificado e tudo encarado numa perspetiva inconformista de total liberdade de expressão plástica. Para eles, uma peça encarada isoladamente poderá parecer fora do lugar, mas se for devidamente enquadrada passará a assumir outra importância. Neste projeto construído à sua imagem, situado nos arredores de Tours, França, e com vista para a catedral de Saint-Gatien, os decoradores imprimiram a sua assinatura, fazendo desfilar os seus tesouros pela habitação, criando um lugar para cada um deles, tornando-os peças fundamentais na decoração do espaço. Sem rodeios, selecionaram para a mesma divisão um desenho dos anos 30, por exemplo, com objetos decorativos da era moderna. A mistura de estilos e de peças sempre os atraiu, desde que a atmosfera criada permaneça confortável e dentro de uma mesma paleta de cores, defendem.

Cientistas observam primeiro asteroide vindo de fora do Sistema Solar

O asteróide interstelar que passou próximo da Terra há pouco tempo é escuro e avermelhado, não contendo qualquer atmosfera gasosa ou poeiras à sua volta. Estas são algumas das conclusões das observações que astrónomos fizeram a este corpo, explica a Nature. O asteroide parece medir cerca de 400 metros e ter um comprimento cerca de dez vezes maior do que a sua largura. O cometa é alongado e fino, parecendo-se com uma caneta.

Salame de Chocolate e Caramelo.. Caramel-Chocolate Salami

Típica de Portugal e Itália, esta sobremesa é uma das preferidas da criançada, mas há adultos que não lhe resistem.Feita de chocolate e bolachas como base, novas versões podem e devem ser criadas, criando uma diversidade maravilhosa destes deliciosos rolos! Typical from Portugal and Italy, this dessert is a favorite of the children, but there are adults that can not resist.Made of chocolate and crackers as a base, new versions can be provided, creating a wonderful diversity of these delicious rolls!  Ingredientes: 600g de chocolate 70% cacau150g de açúcar3 ovos150g de manteiga sem sal75g de topping de caramelo (tipo Toffee)300g de bolacha tostada150g de chocolates com caramelo (tipo Mars)100g de pepitas de caramelo Escamas/Granulado de Caramelo (para envolver)600g dark chocolate (70% cocoa minimum), 150g white sugar, 3 eggs, 150g unsalted butter, 75g caramel topping (as toffee), 300g toasted reach tea cookies, 150g caramel-chocolate snacks (as Mars), 100g caramel chips/drops, Caramel Crunch  (to wrap) Preparação: Comece por derreter o chocolate com a manteiga, no micro-ondas ou em banho-maria.Noutra taça, junte o açúcar, o toffee e os ovos. Junte o chocolate derretido e envolva bem.Parta as bolachas e os chocolates em pedaços.Envolva no creme as bolachas, os chocolates e as pepitas de caramelo. Embrulhe em papel vegetal e película aderente, forme um rolo e leve ao frigorífico para solidificar (mínimo 12 horas).Retire os papéis e passe o rolo por confettis, pressionando a superfície para que colem.  Method:Start by melting the chocolate with the butter, in the microwave or in the water bath.In another bowl, add sugar, the toffee and eggs. Add the melted chocolate and mix it.Break the cookies and the chocolate snacks into pieces.Fold in the cookies, the chocolate snacks and the caramel drops.Wrap in parchment paper and cling film, form a roll and take to the fridge to solidify (minimum 12 hours).Remove the papers and roll the salami through caramel crunch, pressing the surface so that they stick.

Decoração: Novos agasalhos

Com as temperaturas mais baixas, entram em cena as peças confortáveis que nos envolvem com calor. Siga as nossas propostas!.

Cientistas querem cultivar morangos e tomate em Marte

A agência espacial dos Emiratos Árabes Unidos quer ser a primeira a cultivar morangos e tomate na superfície do planeta vermelho e conta já com investimento de milhares de milhões de dólares.